As principais Ilhas da Polinésia Francesa (Tahiti)


Localizada a oeste da Austrália, a Polinésia Francesa fica no oceano Pacífico Sul e é dividida em cinco arquipélagos: o das Marquesas, o de Tuamotu, o de Gambier, o das Austrais e o da Sociedade, sendo este último o mais conhecido por abrigar as principais ilhas turísticas do país. No total são 118 ilhas e atóis. Poucas ilhas são povoadas e apenas umas 15 ou 20 têm infraestrutura turística.


O turismo tem importância fundamental: 60% da economia local depende da atividade. Depois vêm a produção de pérolas negras, baunilha e pesca. O povo é simpático, informal e acolhedor. Sim, os polinésios usam muitas tatuagens (uma tradição ancestral), além de pareôs coloridos e flores nos cabelos. Os visitantes são recebidos com colares feitos com a perfumada flor de tiaré (Gardenia tahitensis), símbolo do Tahiti. 


O conceito do bangalô sobre a água é um elemento imperdível nas ilhas da Polinésia Francesa. Aliás, foram eles os precursores em acomodações neste estilo no mundo! Mas as ilhas também contam com todo o tipo de acomodação, desde hotéis, pousadas e pensões familiares muito charmosas. Como é um destino em que você vai conhecer mais do que uma ilha, não necessariamente em todas você precisa ficar em bangalôs sobre as águas, podendo assim diversificar as suas hospedagens (e os preços).


Para chegar em Papeete, capital do Tahiti, onde chegam os voos internacionais, você vai pela companhia aérea Latam (lan), através do Chile, fazendo conexão na ilha de Páscoa. Ou então pela American Airlines com conexão em Los Angeles.

Internamente, para viajar entre as ilhas, você também dependerá de voos que são operados pela Air Tahiti. As exceções são para a ilha Moorea, onde você pode ir de ferry (o que compensa mais), e para Tetiaroa, em que você utiliza a própria companhia da ilha, chama Air Tetiaroa.


É um destino para o ano todo, pois as ilhas registram alguns dos maiores períodos de sol do mundo. Tenha em mente que a estação seca vai de abril a outubro e a úmida de novembro a março. A temperatura média anual é de 27 graus.


A vacina para a febre amarela é obrigatória e o passaporte precisa ter no mínimo 6 meses de validade.



Tahiti



O Tahiti é por onde se chega e devido à vasta beleza das demais ilhas acaba sendo deixado de lado. Porém, indico o lugar, nem que seja por um dia, na sua chegada ou saída. O Tahiti é ótimo para se conhecer a cultura e tradições do povo, sendo imprescindível visitar o mercado central para provar a tradicional baunilha e os produtos típicos. É também o melhor local para comprar pérolas negras.

Os melhores hotéis são o Manava Suite Resort Tahiti (hotel típico, administrado por uma rede própria da polinésia), Sofitel Tahiti La Ora Beach Resort e Intercontinental Tahiti.


Moorea

Ilha irmã do Tahiti, ela fica distante apenas 17 km, levando 30 minutos para chegar de ferry. Por ser tão próxima se tornou uma extensão do Tahiti.

O lugar tem montanhas altas vulcânicas cobertas por uma densa vegetação, rodeadas por barreiras de corais que acalmam o mar do Pacífico e transformam o entorno dessa ilha numa imensa lagoa azul-esverdeada. O contraste entre o brilhante mar azul e as montanhas cobertas por um verde aveludado contribuiu para que Moorea fosse eleita pela revista Condé Nast a terceira ilha mais bonita do mundo.

É formada por oito vales e duas baías, sendo uma delas exatamente sobre a cratera de um extinto vulcão. É ali que as baleias jubarte se abrigam para dar à luz seus filhotes. Essa área da Baía de Cook é protegida. Quase em frente tem dois "motus" (pequanas ilhas) com corais cheios de peixes coloridos. É um lugar lindo para mergulhar de snorkel. O monte mais alto da ilha é o Tohiea, que aparece estampado em algumas moedas do país. 

O mergulho é uma das atividades imperdíveis na ilha, conhecida pela grande concentração de cardumes, tartarugas, tubarões e arraias.

Moorea é uma ilha de muito contato com os polinésios e seu estilo de vida. É também conhecida como ilha do abacaxi.

Os melhores hotéis da ilha são o Hilton Moorea Lagoons Resort & Spa, Manava Beach Resort & Spa e Sofitel Moorea la Ora Beach Resort.

Bora-Bora

Nos dias de sol, que não são raros, Bora Bora ganha um cenário irresistível, completado por areais claras, o verde dos montes Pahia e Otemanuo, além do azul turquesa do mar inconfundível. A ilha está cercada por uma laguna rodeada por corais e oferece relaxantes bangalôs e palafitas. Essa é sem dúvida a ilha mais famosa da Polinésia Francesa.

A lagoa de Bora Bora é um mundo subaquático que abriga arraias jamantas, tubarões e os gentis peixes napoleão, que darão as boas-vindas no mergulho livre, mergulho com cilindro ou visualização através de um barco com fundo de vidro. Há muitas oportunidades para explorar a lagoa, o motu e o oceano. As opções incluem pescaria, cruzeiro, jet-ski, kite-boarding, paddleboarding, passeios em canoa polinésia e muito mais. E, não se esqueça de fazer um passeio em um 4X4 ao redor da ilha, fazer uma caminhada ou um passeio inesquecível pelo ar de helicóptero.

Os melhores resorts da ilha são o St. Regis, Four Seasons, Intercontinental Thalasso e Spa, Conrad e Bora Bora Pearl Beach Resort (no momento está fechado para reforma, em setembro está programado a sua reabertura e se tornará membro da Relais & Châteaux).



Taha’a

Taha’a possui montanhas e vales, lagoas de água azul turquesa, bancos de areia e ilhotas virgens. Ou seja, manteve seu estilo de vida taitiano, longe do agitado e turístico Tahiti de hoje. Além de suas plantações de baunilha, possui fazendas de pérolas e esconde uma joia da hotelaria da Polinésia.

Mais precisamente no Motu Tautau, está o Le Taha’a Island Resort & SPA, aberto em 2002, que é figurinha fácil de ranking de melhores lugares para se hospedar no mundo. O resort tem selo Relais & Châteaux, ou seja, instalações espetaculares, respeitando o meio ambiente, a cultura e locais.

Taha’a é diferente e isso é percebido já ao chegar no quarto, que tem um acabamento impecável. Consegue ser rústico e elegante ao mesmo tempo, com tudo que é essencial para um bom descanso.

O resort fica em uma ilha exclusiva rodeada por uma lagoa turquesa bem rasa que dá para caminhar dentro por vários metros. Com uma decoração típica da polinésia, de construções amplas e abertas o local usa muita madeira e tecidos claros. Uma ilha onde tudo é feito a pé, do acesso aos restaurantes, bares, dive center, quadra de tênis, piscina ou SPA. 

Para chegar aqui é através de um voo de Papeete ou Bora Bora até Raiatea e mais 30 minutos de barco até a pequena ilha do resort. 



Tetiaroa

A ilha foi o refúgio secreto de Marlon Brando por mais de 30 anos, desde que ele filmou "O Grande Motim", na década de 60. O ator se apaixonou não só pela ilha como também pela taitiana Tarita Teriipaia, com quem se casou. Eles tiveram dois filhos e um relacionamento bem turbulento que durou 43 anos. Brando comprou a ilha em 1966 e se mudou para lá onde era visto desfilando com frequência em seu pareô. 

Na década de 90 ele começou a idealizar o projeto de um resort ecologicamente sustentável para construir na ilha. Infelizmente, não chegou a ver seu projeto finalizado. Faleceu em 2004 e suas cinzas foram jogadas na ilha.

Conforme o sonho de Marlon Brando, em 2014, dez anos depois de sua partida, o luxuoso eco-resort foi inaugurado. O nome não poderia ser outro: The Brando. Como o atol ainda pertence aos herdeiros da família a condição para a construção do hotel era a de que fosse o mais ecológico possível. E assim foi.

Para você ter uma ideia de como o projeto do hotel é bacana, imagina que o sistema de refrigeração, idealizado pelo próprio Marlon Brando, utiliza a água gelada do fundo do mar e o sistema de aquecimento aproveita a energia solar. Outro projeto interessante desenvolvido na ilha é uma experiência feita por cientistas que ali moram e trabalham para erradicar mosquitos transmissores de doenças, com tecnologia muito simples, sem usar pesticidas nem engenharia genética. O objetivo é a esterilização dos mosquitos machos.

Por questões de sustentabilidade não há bangalôs sobre a água. No total são 35 villas de 1, 2 ou 3 quartos. A villa de 1 quarto é composta por um bangalô de 96 metros quadrados, um deck com cadeiras e mesa para refeições, uma piscina privativa de 10 metros quadrados e acesso direto à praia – tudo em meio à vegetação, sem contato com as outras villas. O bangalô tem uma sala de estar, um media room, um closet com dois roupeiros, banheiro com duas pias, banheira externa e um dormitório com vista para o mar. Na entrada de todas as villas, há bicicletas à disposição. 

É o único resort da Polinésia com sistema all inclusive e de qualidade equiparável. O The Brando possui dois restaurantes com supervisão do chef Guy Martin, do restaurante parisiense Le Grand Véfour, com duas estrelas no Guia Michelin.

O Varua Te Ora Polynesian Spa parece um camaleão: feita com galhos e outros materiais naturais e suspensa como uma casa na árvore, a estrutura se confunde com a mata ao redor.

O The Brando já alçou o patamar de melhor resort do mundo pela revista Condé Nast Traveler, em 2016. E o mais impressionante: apenas dois anos após a inauguração, em agosto de 2014.

O privilégio de conhecer esse pedaço do paraíso não vem sem custo. Na alta temporada, a diária para um casal, em um bangalô de um quarto, com regime all inclusive, sai por 4 mil euros, em média, com as taxas.

Tetiaroa é um atol, uma espécie de anel de ilhotas com água ao centro, que chamam de lagoa. Na parte interior do atol, a água é mansa e, no geral, rasa e cristalina. Os corais que pontuam o fundo do mar de tons de azul deixam o cenário ainda mais parecido com uma pintura.

Rangiroa

Se os mistérios do mar são sua perdição, então você precisa conhecer Rangiroa. É um dos maiores atóis do mundo. Basta dizer que sua área total equivale a aproximadamente 1.600 quilômetros quadrados cercados por um anel oval composto por 241 ilhotas alinhadas em 280 quilômetros. Seu interior é formado por uma lagoa espetacular onde vivem golfinhos, arraias, milhares de peixinhos de todas as cores do arco-íris e tubarões de várias espécies. Um verdadeiro paraíso para mergulho tanto de profundidade como de superfície.

Rangiroa fica a 350 quilômetros da capital Papeete, no arquipélago de Tuamotu e a 12 quilômetros da ilha vizinha Tikehau. A população da ilha é bem pequena, mesmo sendo um grande atol. Tranquila, é destino para relaxar à beira das águas calmas nas praias de areia branca.

O passeio obrigatório por lá é a Lagoa Azul. Em um percurso de mais ou menos uma hora de barco, você irá se deparar com um cenário cinematográfico: mar de águas cristalinas, filhotes de tubarão nadando e um banco de areia para curtir a vista. A ilha também é produtora de vinho.

Você pode chegar nela em voo vindo do Tahiti ou de Tikehau. O voo Tikehau-Rangiroa dura menos de 10 minutos. De sugestão de hospedagem deixo o hotel de charme Kiaora.

Tikehau

Não é das ilhas mais visitadas do arquipélago e é exatamente isso que a torna interessante. É quase intocada. Ainda selvagem, virgem, com praias desertas e trechos de areia branca e rosa. Ela é vizinha da ilha de Rangiroa e as duas tem uma única administração. 

Vinte e seis quilômetros de diâmetro tem o atol de Tikehau. Seu desenho é circular. Ele tem apenas uma passagem da lagoa interna para o alto mar por onde circulam pequenas embarcações: é o Passo de Tuheiva. É nessa passagem que ficam os principais pontos de mergulho. Esse é considerado um dos locais com maior quantidade de peixes do arquipélago de Tuamotu.

O Tikehau Pearl Beach Resort é uma ótima opção de hospedagem na ilha.



E aí, me conta, quais ilhas você ficou com vontade de conhecer?

Difícil a escolha, não é mesmo?

Conte com a gente para ajudar nas escolhas e planejamento dessa linda e incrível viagem!


Até,

Krystal.

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